A escola, atualmente, passa por um paradoxo, pois ao mesmo tempo em que busca a formação de cidadãos críticos, "sujeitos de sua aprendizagem", se contradiz com métodos pedagógicos ultrapassados e defasados. No tripé desta questão temos, alunos navegando na internet, professores querendo ter o interesse dos alunos com aulas expositivas e escritas no quadro e ainda, os alunos, menos favorecidos financeiramente, que não têm acesso ao mundo tecnológico.
Dentro deste contexto, a escola tem papel fundamental, pois ao mesmo tempo que precisa proporcionar o acesso a quem não tem, também precisa fazer a mediação entre o professor tradicional e o aluno digital.
Na minha opinião, é neste ponto que a escolarização deve intervir, fazendo com que o uso das TIC's seja adequado e voltado à pesquisa e seja, efetivamente, ferramenta de aprendizagem.
Até pouco tempo atrás o uso destas tecnologias era uma opção, mas hoje, devida a expansão e popularização, se tornaram uma necessidade, porém os educadores continuam receosos no seu uso,sem perceber que, são formas de construirmos o conhecimento de uma maneira bem coletiva, pois poderemos trocar informações com outras escolas, cidades, estados...não temos fronteiras. E dentro deste mundo aberto, entraram nossa práticas de linguagem. Na internet, no celular a linguagem é diferente...é uma necessidade...afinal neste mundo que voa, não podemos perder tempo de comunicação com nossa digitação lerda.
E então, o que fazer na escola com esta situação? Proibir? Definitivamente não! Vamos acolhê-la e torná-la material de pesquisa. Visto que, o processo de escrita é uma evolução de muitos e muitos anos...todos sabem que levou muito tempo para chegar ao que é hoje...então...vamos estudá-la!! Por que não uma linha do tempo analisando desde a evolução da escrita até o internetês? Com uma possível pesquisa do que os jovens esperam da comunicação futuramente! É apenas uma sugestão, mas que com certeza vai dar bantante "pano pra manga". Vamos acolher e aprender com as tecnologias, com nossos alunos digitais e com aqueles que ainda precisam conhecer tudo isso.
Até mais...
Sharly







